A palma da mão tem calo,
O filho de pés descalços,
A mãe da sangue e suor pra poder comer.
A mãe da sangue e suor pra poder comer.
O pai já partiu da vida,
Por conta de uma imensa dívida,
Vivia bebendo cana para se esquecer.
Esquecer que a vida te mostra o caminho do sol e depois tira.
Pois o sol que brilha, nasce pra dar coragem
A quem tem coragem pra vencer na vida.
E quando amanhece o dia,
A mãe se enterra na lida,
Catando lata e lixo pra sobreviver.
O dia nunca termina,
À noite lava e passa
Busca força e vontade mesmo sem ter.
Pois ter, resigna a face a levar os tapas das palmas da vida,
Já que ter indica quem nasce com marca de pobre,
E quem é que vai estar sempre acima.


